5 Testes para Identificar o Ouro

 

como-identificar-o-ouro-verdadeiro 5 Testes para Identificar o Ouro

Saiba identificar se o ouro é verdadeiro ou falso

O ouro puro, também conhecido como ouro 24 quilates ou até mesmo como ouro 1000, é um material muito macio e que de maneira geral não serve para ser utilizado na confecção de joias.

Para conseguir aumentar a resistência do ouro o que se faz é misturar o ouro puro com outras ligas. E de acordo com o teor das outras ligas tem-se a nomenclatura do ouro.

O ouro 18 quilates, por exemplo, precisamente o ouro mais comum em joalherias e o padrão adotado para o ouro aqui no Brasi,  é composto por 75% de ouro e 25% de prata e cobre.

Essa nomenclatura de 24 quilates, que é o ouro puro, 18 quilates, que é o ouro 75%, vai decrescendo de acordo com o teor do ouro contido na liga.

De maneira geral, o último grau que ainda é considerado ouro é o de 10 quilates, que já tem mais componentes de liga do que de ouro.

Isso tudo é válido para a barra de ouro amarelo.

No caso do ouro rosa, o adicional de liga sem ser o ouro, deve conter 50% de prata e 50% de cobre.

O ouro vermelho deve ter 25% de prata e 75% de cobre e o restante ouro.

1: O teste visual para identificar o ouro

O teste mais simples de todos é o teste visual.

Para exemplificar se pega um anel que teoricamente é feito de ouro branco 18 quilates.

Qualquer joalheiro, de maneira geral, marca na peça em algum local escondido o teor de ouro contido nela.

E o que se faz é pegar uma lupa e procurar no anel a marcação de ouro 18 quilates. Em nosso exemplo apareceu a marca “PBM750”.  Isso significa que a liga utilizada para fazer esse anel é feita de ouro 18 quilates, ou seja, 75% da sua composição é de ouro puro.

É claro que alguém poderia muito bem escrever isso numa joia que não seja de ouro.

Por isso existe uma série de outros testes que permite identificar com mais segurança se o material  é realmente de ouro.

2: O teste da mordida para identificar o ouro

Uma técnica que talvez seja a mais popular de todas é aquela que sempre aparece nos filmes, especialmente nos filmes de Velho Oeste: morder o ouro.

Como o ouro verdadeiro é mole e maleável teoricamente quando se morde o ouro se consegue deixar impresso nele a marca dos dentes, o que não aconteceria com a maioria dos outros metais onde o maior risco seria de quebrar os dentes.

Quando ao morder se marca, por exemplo, uma barra de ouro é porque se trata de ouro verdadeiro.

Mas isso não necessariamente quer dizer que se tem de fato uma barra de ouro puro, porque existe uma série de outros metais e uma série de outras ligas metálicas que podem apresentar uma característica muito parecida com essa de ser maleável até mesmo a uma dentada.

3: O teste do ímã de geladeira para identificar o ouro

Um teste talvez dos mais simples consiste em utilizar apenas um simples ímã de geladeira.

Isso porque o ouro verdadeiro não tem propriedades magnéticas, ou seja, um ímã colocado sobre uma barra de ouro não fará nenhum efeito em cima dela, não haverá atração magnética, caso haja é porque não se trata de ouro verdadeiro!

Se o teste for reproduzido com um anel de ouro de 18 quilates, o ímã cairá, porque não existe Tesatração magnética.

Entretanto, ainda não dá para afirmar 100% que se trate de um anel de ouro verdadeiro e sim de algum outro metal não magnético como, por exemplo, a prata ou o cobre.

4: O teste da balança e da densidade para identificar o ouro

Pego a balança zerada e coloco o anel sobre ela e marca um grama. Ou seja, teoricamente, aquele anel tem um grama de ouro 18 quilates.

Importa também saber que o ouro puro tem uma densidade acima de 19 gramas por ml. Existem algumas ligas, existem alguns tipos de materiais que têm uma densidade bem próxima da do ouro ou mesmo das outras ligas de ouro como menor pureza.

E com isso um bom falsificador conseguiria burlar de certa forma o teste da densidade.

 5: O teste químico para identificar o ouro

Para o teste químico, pega-se uma placa de cerâmica e se raspa sobre ela o material supostamente de ouro, uma moeda de 10 centavos, um anel de 18 quilates, uma peça de ouro com certificado, enfim, o que seja.

Agora se utiliza uma solução de ácido nítrico, porque é um ácido que reage com praticamente todos os metais,  mas não reage com o ouro.

Se pego o ácido e pingo sobre uma moeda de 10 centavos, a reação de corrosão é imediata, portanto não se trata de ouro.

E no teste se raspa sobre a cerâmica e se aplica o ácido para não se danificar as peças testadas por corrosão.

Se houver reação com o ácido nítrico o material não é de ouro verdadeiro.

Curiosidades sobre o ouro

Imagine você andando por aí e de repente encontrar uma enorme pepita de ouro.

Conheça a história da maior pepita de ouro jamais encontrada no mundo.

Essa façanha coube a John Deason e Richard Oates que em 1869 estavam em busca de ouro na Austrália em um lugar conhecido como Black Eyed.

Há anos procurando ouro na mesma área eles estavam completamente endividados sem poder comprar comida.

E John sentiu alguma coisa ao bater com a picareta perto das raízes de uma árvore.

Quando começou a escavar viu que naquele ponto, a menos de 5 centímetros abaixo da terra estava a pepita que depois foi chamada de Welcome Stranger.

Essa recordista mundial tinha 61 centímetros de altura e 31 centímetros de largura e seu peso bruto era mais de 109 quilos de puro ouro e o peso líquido foi de 72 quilos. Isso foi perto de Dunolly, Victoria, Austrália, no dia 5 de fevereiro de 1869.

O que aconteceu com a enorme pepita?

Ela foi logo derretida e transformada em barras e enviadas ao Banco da Inglaterra.

Antes de 1990 quase todas as grandes pepitas eram derretidas por seu valor monetário.

Uma curiosidade interessante é que a maior pepita de ouro exposta no mundo fica em Brasília, a pepita de Canaã,  com 60,80 kg de peso bruto e 56,61 kg de ouro contido, e que está exposta no Museu de Valores do Banco Central.

Essa pepita foi descoberta no dia 13 de setembro de 1983 pelo garimpeiro Júlio de Deus Filho, no Garimpo de Malvina em Serra Pelada no Estado do Pará.

A pepita foi incorporada ao arquivo do Museu no ano de 1984 ao ser adquirida pelo Banco Central, que comprava ouro no garimpo para compor as reservas internacionais do Brasil.

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